sexta-feira, 28 de julho de 2017

Almada Atlântica

Mais uma abundante colaboração, na bela exposição do Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Almada.
“ALMADA ATLÂNTICA, um mergulho no Oceano”no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental da Costa da Caparica.
Uma viagem pela natureza submersa da frente atlântica de Almada, a sua abundante biodiversidade e valores ecológicos, e um apelo à conservação destes habitats e espécies que se escondem do olhar humano.



quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ondas da Caparica


Após vários anos de captação de imagens, alguns anos de "amadurecimento" de ideias... eis que está exposta a minha coleção de ondas da Caparica. É uma versão muito intimista desta ambiente costeiro. Conheço razoavelmente bem o mar da minha terra, as ondas, as criaturas que nele habitam... mas desta vez quis produzir uma colecção de fotografias com uma abordagem muito pessoal, subjectiva e única.
Esta colecção de 30 quadros resulta de uma captação simples (não há truques fotográficos especiais, apenas as imagens foram um pouco contrastadas e saturadas). Não há duplas exposições ou outras técnicas usadas muitas vezes nestas abordagens mais subjectivas e "artísticas".

São momento efémeros, únicos, irrepetiveis e que, os nosso olhos não conseguem captar.
Apenas com longas exposições e o processo fotográfico estas imagens conseguem "ganhar" esta visualização.

Para ver até 31 de Julho no Fórum Romeu Correia em Almada :: 3ªf a Sáb. das 10:00h às 18:00h

Foto de Luis Quinta Photography.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Abelharucos no meu "quintal"

Este ano, vários casais de abelharucos resolveram nidificar na falésia de Stº António da Caparica.
Durante algumas manhãs fui ver de perto a actividade destas criaturas aladas.
As cores, os voos acrobáticos e velozes, os cantos, tudo é agradável e apetecível.
Para já... renderam uma boa colecção de fotos...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vida nos Charcos

Há locais em Portugal que guardam histórias de vida notáveis. Muito não conhecemos, nem sonhamos... Os charcos temporários mediterranicos são um desse locais fantásticos. Na fase inundada, são um local de vida exuberante... na fase seca, parecem locais desoladores!
Para ler neste mês de Junho na revista National Geographic Magazine - Portugal.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Natureza Portuguesa em Moura

A Exposição "Natureza Portuguesa" veio até Moura - Baixo Alentejo, mostrar algumas das maravilhas naturais de Portugal.

Montagem da Exposição no Parque de Exposições de Moura

domingo, 16 de abril de 2017

Mundo fascinante e pouco conhecido!

Nos últimos meses tenho observado algumas criaturas do plankton que navegam no Oceano que me circunda. Ao largo da minha terra e ao sabor de correstes, maré e ventos, há uma infindável variedade de animais minúsculos que desconheço.
Com o apoio do IPMA e uma vasta equipa de investigação tenho aprendido muito sobre este "mundo" fascinante e belo.
A longa jornada fotografica que irei desenvolver nos próximos tempos, em torno desta bicheza miúda, é um enorme desafio técnico.
A maioria dos animais são minúsculos, menos de 1mm, alguns são super activos.
Quer a parte óptica, quer a iluminação requerem adaptações, o foco e a profundidade são igualmente um repto para o fotógrafo.
Mas os detalhes, apêndices, cores, formas e aspecto dos seres vivos que nadam no mar aberto merecem todos os meus conhecimentos e meios para os retractar, dignificar e partilhar com o grande público.

Larva de caranguejo 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

"País das Maravilhas" pelo Norte

Recentemente andei pelo Norte a partilhar o Pais das Maravilhas.
Foram muitas horas em contacto com muitos alunos de Ponte de Lima e Viana do Castelo... além de uma apresentação pública no CMIA de Viana do Castelo.
A Escola Secundária de Ponte de Lima foi uma agradável surpresa, quer pelo espaço (parece uma Universidade), quer pela quantidade de alunos de vários anos escolares e várias idades entre os 13 e os 18 anos.
Além do prazer de captar as imagens do nosso Portugal Natural, é uma satisfação e motivação saber que muitos portugueses irão conhecer melhor o rico património natural que possuem à porta de casa.
Na "viagem" ao País das Maravilhas naturais podemos ver fotos das grandes baleias que circulam pelas águas nacionais até ao minúsculos insectos que vivem em grutas de Sesimbra.

País das Maravilhas na Escola Secundária de Ponte de Lima



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Castro Laboreiro - Com outro foco...

Nos últimos 15 anos fui várias vezes a Castro Laboreiro, lá bem nos confins (Norte) de Portugal. Numa das primeiras viagens fui concentrado essencialmente nas paisagens. Numa segunda fase, anos mais tarde, voltei para procurar/fotografar a víbora de seonae. Comum na região, mas esquiva...
A semana passada estive a Castro Laboreiro com foco nas grandes cascatas que existem na região. São várias as quedas de água, algumas delas pedem uma boa caminhada para chegar perto e desfrutar de toda a sua imponência. As mais marcantes para mim foram sem dúvida as Pozas del Mallon (rio Castro Laboreiro internacional) e o salto do gato (muito perto de Castro Laboreiro).
A cascata "salto do gato" ainda me vai fazer voltar... para fotografar melhor aquele cenário.

A enquadrar as Pozas del Mallon :: Foto Mário Pereira



domingo, 5 de março de 2017

Reis da Europa Selvagem :: MUNHAC

Para quem quiser conhecer melhor alguns dos grandes carnívoros da Europa, pode passar pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Lisboa) e ver de perto o urso, o glutão, o lince e o lobo na novíssima exposição "Reis da Europa Selvagem".
São várias salas com muitos animais, desde predadores e presas, bem como cenários/dioramas de grande qualidade!
Na imagem Ana e Pedro, os dois artistas que "montarem" muitos dos animais expostos, finalizam o glutão antes de ser colocado na mostra.

Na sala de preparação o glutão recebo os últimos retoques de Ana e Pedro

quinta-feira, 2 de março de 2017

Uma fonte de inspiração!

Sou um apaixonado por infografia. Um artigo, uma apresentação, ou uma reportagem TV com uma boa infografia fica mais rica visualmente. Um bom trabalho neste domínio pode apresentar uma serie de dados de forma simples e aliciante.
Este livro - National Geographic Infographics - que adquiri esta semana é um bom exemplo de muito e bom trabalho no mundo da infografia.
Muitos estilos diferentes, imagens com décadas, outras muito recentes, grandes e pequenas... uma inspiração para trabalhos futuros.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Saber Matar !

Ontem recebi o soberbo livro de dois dos maiores nomes da fotografia de natureza mundial, Vincent Munier e Laurent Ballesta :: Adélie - terre & mer.
É um hino ao bom gosto, ao trabalho com rigor, onde a essência do belo emerge sem recurso a artifícios gráficos.
Uma classificação de 20 valores pode não chegar para valorizar todo o conjunto, impressão, fotografias, grafismo e acabamento.
Depois de sonharem, de viverem, os autores souberam editar e aceitar as sugestões dos editores.
Estes dois livros que totalizam 208 páginas, 104 cada um deles, apenas possuem 45 imagens de cada autor. Fascinantes, inspiradoras, magistralmente captadas.
Há conceitos que estão escritos há muito tempo, um deles, que me palpita regularmente é tão simples quanto... "menos é mais".
Publicar apenas 45 fotografias é MUITO MELHOR do que publicar 65, em que por vezes, muitas delas são tão semelhantes, de sequências iguais, que retiram força ao que já contemplamos em páginas anteriores.
Para quem publica livros em Portugal, devia ser obrigatório ver e compreender meia dúzia de obras de referência neste domínio.
Recentemente vi uma meia dúzia de livros publicados em Portugal por fotógrafos nacionais.
Verifico que muitos autores depois de conseguirem captar imagens em diversos locais do planeta, de conseguirem financiamento para imprimir um livro, desperdicem a oportunidade de deixar um produto satisfatório para todos nós, apenas por, nada ou pouco saberem de edição, grafismo e se transformarem em "homens orquestra" a fazer tudo...
Retenho este conceito como regra de ouro...

- Escrever um guião, é como sonhar
- Fotografar ou filmar é como viver
- Editar, é como matar

O deslumbre com as imagens captadas, as emoções descontroladas, o desconhecimento de regras de paginação e o pressuposto de que muitas fotografias, muitas páginas, uma boa lombada faz de um livro, um produto melhor, é a receita menos recomendável para se produzir um livro. Desta forma se publicam fracos livros de natureza, em Portugal.
Aplaudir ruidosamente o fraco, ou o suficiente, é meio caminho para se estagnar, para se voltar a repetir os mesmos erros.
É necessário saber "matar" depois de sonhar e viver...


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

BordaloII na Caparica

Aqui fica uma imagem da bela obra de arte que o Bordalo II realizou aqui pela minha terra...
Numa das paredes do CMIA da Costa da Caparica um belo polvo com vários metros de altura, lembra a muita e bonita biodiversidades que existe neste mar a poucos metros da instalação do artista.
É um regalo para os olhos ver o trabalho deste autor português, aqui e em muitos outros locais de Portugal e além fronteiras.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Texto magnífico do século passado...

É inspirador ler este autor... Miguel Torga!
Num dos seus muitos livros... em Coimbra a 16 de Outubro 1945

Vivemos numa Paz de Animais Domésticos
Uma cobra de água numa poça do choupal, a gozar o resto destes calores, e umas meninas histéricas aos gritinhos, cheias de saber que o bicho era tão inofensivo como uma folha.
Por fidelidade a um mandato profundo, o nosso instinto, diante de certos factos, ainda quer reagir. Mas logo a razão acode, e o uivo do plasma acaba num cacarejo convencional. Todos os tratados e todos os preceptores nos explicaram já quantas espécies de ofídios existem e o soro que neutraliza a mordedura de cada um. Herdamos um mundo já quase decifrado, e sabemos de cor as ervas que não devemos comer e as feras que nos não podem devorar. Vivemos numa paz de animais domésticos, vacinados, com os dentes caninos a trincar pastéis de nata, tendo aos pés, submissos, os antigos pesadelos da nossa ignorância. Passamos pela terra como espectros, indo aos jardins zoológicos e botânicos ver, pacata e sabiamente, em jaulas e canteiros, o que já foi perigo e mistério. E, por mais que nos custe, não conseguimos captar a alma do brinquedo esventrado. O homem selvagem, que teve de escolher tudo, de separar o trigo do joio, de mondar dos seus reflexos o que era manso e o que era bravo, esse é que possuiu verdadeiramente a vida e o mundo. Diante duma natureza inteira e una, também ele tinha necessariamente de ser inteiro e uno. Sem amigos e sem vizinhos, sozinho contra as árvores e contra as sombras, ele era uma fortaleza em si, tendo na própria pele as ameias. Que totalidade a de um ser que não pode confiar senão em si! Socialmente, seremos assim (e somos, certamente) mais fáceis de conduzir, mais úteis, mais progressivos. Mas, individualmente, a que distância estamos de um homem das cavernas! Que tamanho o dele, a caçar bisões, e que pequenez a nossa, a ganhar taças em torneios de tiro aos pombos!
O nosso gritinho de horror diante de qualquer lesma dá bem a perdição a que chegámos. Civilizámo-nos, mas à custa da nossa mais profunda integridade, dispersando-nos nas coisas que fomos desvendando.
Na cobra de hoje ninguém viu sinceramente veneno ou morte. Vimos todos, sim, o manual que aprendemos no liceu. E o estremecimento das meninas histéricas, eco delido do uivo profundo de pavor e de incerteza dos nossos antepassados, foi dum ridículo tal que respingou outros aspectos e outros recantos da existência. Que espécie de sinceridade profunda, de lealdade incontroversa, haverá, por exemplo, em acreditar em Deus com a bomba atómica na mão?
É bem que o homem faça todas as experiências, inclusivamente consigo. Que liberte a energia das pedras e se liberte também a si de todas as clausuras. Mas os instintos? Poderá, na verdade, ele viver desfalcado dessa força que o fechava como um punho e lhe dava uma coesão igual à dos átomos antes de serem bombardeados? Pelo caminho que levamos, um dia virá em que tudo em nós será consciência, compreensão e sabedoria. Mas nessa mesma hora estaremos desempregados no mundo. Todos saberemos resolver a equação da vida na ardósia negra onde dantes eram as trevas da nossa virgindade criadora, mas talvez já não haja vida, então.

Miguel Torga, "Diário"